sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais...


Ando começando a acreditar que estar relativamente triste e de certa forma sozinha é um estilo de vida que tem dado certo para mim.
Pode até parecer funesto ou desanimador, mas a realidade é menos cruel quando se enxerga desta forma. Fazer de parte de grupos deixou de ser necessário, não me encaixo em nenhuma das alternativas, sou um misto de coisas voláteis, minhas entranhas estão em constantes mudanças.
As vezes acho que não faço parte de nenhum lugar, todos os lugares me são estranhos. Queria ser mais confiante na raça humana, mas as dualidades só denunciam que não há como confiar.
Meu pessimismo vem das minhas vivencias. Somos todos de uma mesma raça, mas impomo-nos certas divisões que nos afastam de quem deveríamos nos aproximar. Estilos de vida, religiões, pensamentos, filosofias e até as culpas e/ou os nossos méritos que carregamos, são motivos para essa divisão.
Sinto saudade de alguns momentos da minha vida, em que tudo seguia de forma ambígua com muitos altos e baixos, era uma época de incertezas. Hoje a certeza de que tudo seguirá nesta linha reta me desampara, me entristece e me deixa nesse ponto de partida com a solidão como companheira. Meu filósofo preferido diz "Não me roube a solidão sem antes me oferecer verdadeira companhia." é uma visão meio amarga, porém bem verdadeira da vida.

Saudades são necessárias para que as lembranças nunca morram, sentir falta de pessoas e situações é uma forma de sabermos que estamos vivos, mesmo que as memórias nos machuquem, ainda assim nos servem de acalento.