domingo, 14 de dezembro de 2014

Eu tento imaginar..

Eu tento imaginar seu rosto
Saber como seriam seus lábios
Eles se movem quando sorriem seus olhos?
Como será o contorno do seu nariz?
Sua testa
Sua  expressão muda quando rimos de nós mesmos?
Das besteiras que cismamos em repetir..
Tento imaginar o contorno do seu cabelo, como ele molda seu rosto?
É um rosto delicado, ou será um rosto anguloso?
Seu sorriso combina com o meu? Não sei ainda!
Tento e não consigo!
Quero sentir esse rosto que eu não conheço no meu colo
Acariciar esse cabelo sem forma
Me ver nesses olhos sem cor
Ser o motivo de um sorriso nesses lábios
Desfazer as ruguinhas na sua testa..




sábado, 6 de dezembro de 2014

Há uma Lei chamada Lei do retorno, que dia menos dia, faz retornar para você o que você deu ao outro. Reflita muito bem, se o que sai da sua boca é o que você gostaria de ouvir de alguém que você quer bem...
Por mais que eu queira entender que “louca e chata” não foi um xingamento e sim uma provocação, essas palavras ecoam dentro do meu peito e machucam quando se expandem. Eu sempre espero do outro o melhor, e infelizmente o melhor de uma pessoa pode não ser o que queremos, pode ser algo totalmente incompatível com os sentimentos que guardamos em nós.
 Respeitar e aceitar são as únicas coisas que devemos fazer, por mais que doa, afinal, sendo uma provocação ou não, é uma opinião formada e amadurecida, até sair pela boca como uma verdade absoluta.

Algumas pessoas tem o dom de passar despercebidas em nossas vidas, mas outras não! Algumas dessas pessoas que nos chamaram a atenção por algum motivo, perderam a oportunidade de retribuírem com carinho, todo o carinho e disponibilidade que receberam de nós.

domingo, 30 de novembro de 2014

A última bolacha do pacote

Quando a gente acha que nada vai nos surpreender na vida.. alguma coisa ainda nos surpreende.
Hoje conversando com uma pessoa muito especial, percebi que ela não estava bem. Estava conversando normalmente, rindo, falando besteira, fazendo conjecturas, mas seus olhos brilhavam, e o brilho não era de felicidade, tinha algo muito triste ali.
Foi aí que eu resolvi perguntar o porque dela estar triste e ela me respondeu que se sentia a  “última bolacha do pacote” e eu perguntei se isso não era bom, e ela resolveu me explicar o que era se sentir a última bolacha do pacote.
“ Quando as pessoas abrem um pacote de bolacha elas estão com muita vontade, mas quando chega na metade desse pacote a vontade diminui e o último é aquele que fica quebradinho e quase sempre vai para o lixo. É assim que eu tenho me sentido, quase sempre. Minha vida é normal, tenho amigos e um ficante, saio as vezes, estudo e trabalho, mas me sinto não pertencente a lugar algum, não tenho projetos a longo prazo, porque acho que não sou de lugar nenhum. Não me vejo sendo incluída na vida de ninguém, sou sozinha e assim permaneço. Dizem que sou  a alegria em pessoa, mas é passageira essa alegria, quando estou no escuro do meu quarto e penso a respeito das pessoas, não me vejo com elas. Me decepciono tantas vezes quanto me apaixono, já não espero nada dos objetos das minhas paixões, e quando espero é o mínimo do mínimo, tenho medo de esperar o normal e ser dilacerada pelo que não vou receber, meço cada desilusão e cada vez elas ficam mais dolorosas, imaginem se esperasse mais? Dói muito essa coisa de rejeição. Sou muito carinhosa e deixo a pessoa ter duas vezes o espaço de que precisam, não quero sufocar ninguém com o meu amor, a minha paixão e as minhas inseguranças. Aliás as minhas inseguranças quase nunca são mencionadas, pessoas inseguras por natureza afastam as outras pessoas, então vivo uma semi-mentira. Eu escondo de mim mesma as minhas neuras e inseguranças para não afastar as pessoas de mim. Ficam então a alegria, a singeleza no jeito de gostar.
Esse meu sofrer sem testemunhas, às vezes transborda e como hoje escorrem pelos olhos, algumas pessoas mais sensíveis percebem. Eu queria estar feliz com algumas pessoas, mas como as pessoas já comeram as bolachas e sobrou a última, pode ser que eu fique lá dentro aguardando ou logo seja descartada. Acabei de ler numa rede social dessas, que a pessoa com quem eu me relaciono intimamente está com alguns amigos, isso é o suficiente para que um filme passe pela minha cabeça e eu me veja sempre a margem de sua vida. Seria uma ótima oportunidade para que eu fosse inserida ao seu grupo de amigos, mas longe de mim querer que ele me inclua assim, já que eu sempre vou dizer que a pessoa não é responsável pelo sentimento que eu nutro por ela, e assim  fica mais fácil de conviver comigo mesma e essa rejeição, e mais uma vez, me vejo como a última bolacha do pacote  que desta vez está quebradinha e não é a mais bonita, e eu me contento em ficar  lá, esperando o descarte ou aquela vontade de última hora em que é devorada sem muito apreço. Isso é resignação, é ser a última bolacha do pacote”, sem cobranças, sem esperanças, vivendo um dia após o outro.

Para mim foi uma explicação emblemática, acredito que por várias vezes passamos por situações parecidas. Deixo uma questão a ser pensada.. vale a pena deixar se deteriorar aos poucos, nesse rasgar-se e remendar-se? Vale a pena fazer-se de ponte para a felicidade dos outros? Essa semi-mentira é uma quase-verdade. Não sei nem o que pensar sobre o que eu tinha em mente na expressão “a última bolacha do pacote” e sobre essa versão triste que descobri hoje. Sei que prestar mais atenção ao redor, deveria ser uma obrigação a quem vive em sociedade. O egoísmo machuca e vai matando aos poucos. Não quero ser a última bolacha do pacote, não quero um amor em que espero o mínimo da doação do outro enquanto eu me doo 100%, sou uma pessoa completa e nem sempre vou me comportar como mera expectadora. Uma hora vou virar a mesa e quem tiver em volta sairá respingado pelo que cairá. Muitas vezes as pessoas nos pedem ajuda tão sutilmente, que o grito sai sussurrado...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

E morro quantas vezes forem necessárias para de novo nascer.



Se eu estou triste, quero viver essa tristeza ao extremo.
Se dói, que seja uma dor lancinante e intensa.
A tristeza assim como a alegria deve ser sorvida e apreciada
Não tenho pudores em dizer que estou sofrendo, o meu sofrimento é oriundo de uma certeza... a certeza de que tudo acaba.

Até o mais belo dia acaba num belo por do sol.
Esquecer que tudo é finito é negar a própria vida.
Tudo acaba nessa vida, a começar por ela própria.
Os sentimentos são como dunas de areia fina que se deixam levar pelo vento, hora aqui hora ali até que um dia até eles, os sentimentos se vão.

As paixões são vãs, vazias, e equivocadas na maioria das vezes.
O certo e o errado, só servem para mensurar as cicatrizes que sempre ficam no passado, mas que sangram com a menor lembrança.
O gostar de alguém quase sempre nos acarreta ruína, estrago, dor!

Por isso eu vivo ao extremo.
Sofro ao extremo!

E morro quantas vezes forem necessárias para de novo nascer.  



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Auras marrons e com aspecto viscoso, morno, cheirando a bolor

Existem muitas coisas que eu não concordo, outras eu não me importo, ainda outras que eu não gosto e aquelas que eu detesto. Dentre as últimas a hipocrisia, o mau agouro, o mau humor, a falta de caráter, o puxa-saquismo, a falsidade, a mentira e o cinismo,  classifico como piores características do ser humano. Me dá enjoo, fico realmente nauseada quando percebo esse tipo de sentimento e de subterfúgio de algumas ditas pessoas, eu as classifico apenas como “seres”.
Sou aquele tipo de pessoa que prefere ser preterida à “enganada”, não gosto de pessoas que são como notas de R$3,00.  Abomino olhares que se encontram querendo dizer algo, seguidos de risinhos idiotas. Pessoas bem resolvidas profissional-pessoal e sexualmente não necessitam de tais caminhos para se sentirem bem, folgo em saber que graças aos céus a lei do retorno é precisa e não faz acepção de pessoas, os que maquinam o mal receberão o mal, dia menos dia.
Há pessoas que além de serem inconvenientes ainda o são como um todo, são mal arrumadas, mal trajadas, mal informadas e pior mal amadas por elas próprias, que na minha opinião é o pior desamor, esse em que o próprio ser não consegue se aceitar e procura no outro, as características que ele próprio tem de pior. Seria como um espelho, só que reflete o pior da pessoa no objeto do seu desafeto.
Tenho um amigo que é narcisista e crítico ferrenho, tem milhões de defeitos tão reais e visíveis que chegam a ser palpáveis. Eu me reconheço nessa pessoa e sei que tenho todos os defeitos que ele possui e mais alguns piores, porém não sou de sair apontando defeitos ou características alheias como se fosse uma doença contagiosa. Fui educada para ser uma pessoa, e pessoas tem características diferentes umas das outras. Gosto de ser diferente, nunca quis ser clone de ninguém, sempre acreditei que o diferente é bacana, tudo que é muito igual cansa os olhos, os ouvidos e o paladar. As diferenças, essas temperam.

Hoje eu quis gritar ao mundo que pessoas que não são bonitas exteriormente, são assim porque o seu interior é feio, e isso transborda e mata tudo o que um dia talvez fosse belo, ações falam por si só, eu sei mais de alguém que fala do outro, do que do próprio outro de quem se fala, isto é um fato. Infelizmente o mundo está repleto de seres rastejantes e asquerosos assim. Peço a Deus que nos defenda de seres assim, que deixam serem manipulados pela maldade pura e simples, são almas com auras marrons e com aspecto viscoso, morno, cheirando a bolor.



domingo, 7 de setembro de 2014

Sentido


Tristeza sem fim

Luz que na sua intensidade cega e enegrece a vista

Vista que antes via o infinito, agora não ve, só tenta sentir o seu sentido

Sentimento viscoso, cinza, amargo

Tristeza de sentir o que na boca se faz amargo e nos olhos pintura sem sentido

Arranha a garganta esse choro que não sai, essa lágrima presa

Dessa angustia que queima o peito e teima em não explodir

Quero de tudo um sentido, e do sentido um sentido para existir

Meus pensamentos vagueiam sem sentido

Meus olhos não veem sentido,

Meu corpo sofre sentindo

Tristeza sem sentido

Sentimento sem sentido esse sentido

 

 

domingo, 27 de julho de 2014

Soneto do tempo que não se divide


Eu queria descrever  voce, mas onde estão as palavras?

As palavras já esgotaram os significados,  os significados ressignificam.

Vou do zero ao infinito, vou andando sem parar.

Mas ao mesmo tempo tudo é tão fugaz.

 

 Eu sempre fui e imediatamente não sou mais.

 O tempo corre lá fora à toa e existem abismos de silêncio em mim.

 Sou feliz na hora errada e infeliz quando todos dançam.

Nunca a vida foi tão atual como hoje: por um triz é o futuro.

 

Tempo para mim não significa, o tempo não existe, é somente a evolução das coisas, mas o tem­po em si não existe.

Ou existe imutável.

O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta, quando o tempo não se divide.

 

Degusto assim cada detestável minuto.

Quero viver muitos minutos num só minuto.

Enquanto voce como uma águia, plana num vazio de tempo em que voce é soberano, a voce o tempo é infinito, sua essencia faz com que voce seja, exista e permaneça.

 

 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Pedindo algumas palavras e sentidos emprestados ao Zeca Baleiro... Lenha


Eu não sei dizer

O que quer dizer

O que vou dizer

Eu amo você

Mas não sei o que

Isso quer dizer


Eu não sei por que

Eu teimo em dizer

Que amo você

Se eu não sei dizer

O que quer dizer

O que vou dizer


Se eu digo "Pare"

Você não repare

No que possa parecer

Se eu digo: "Siga"

O que quer que eu diga

Você não vai entender


Mas se eu digo: "Venha"

Você traz a lenha

Pro meu fogo acender

Mas se eu digo: "Venha"

Você traz a lenha

Pro meu fogo acender



domingo, 6 de julho de 2014

Acaso? Destino? Loucura? Coincidencia?


De repente um encontro e é pura magia

Acaso?

 Anos de olhares tornam-se em um  tocar, beijar

Um encontro de corpos frenético e incessante em busca do tempo

 

Das horas perdidas, dos sonhos não sonhados, desejos não realizados

Destino?

Mágica, segredos, sussurros

Paixão e loucura

 

Loucura?

E eu sou plena em sensualidade e volúpia

Como se o tempo retrocedesse e a vida seguisse irresponsável

 

Coincidencia?

Somos dois, somos um, somos só nós

Acaso? Destino? Loucura? Coincidencia?

 

Só sinto a música  

Fecho os olhos e vejo a dança

Somos dois, somos nós.

 

Ora perdido, ora descoberto


Eis o rosto maduro, sensível, nu

Dolorido das dores da escolha

Chora silenciosamente, sem os ideais do amor

Aprendeu a pensar sozinho para nunca mais acreditar no sentimento alheio

 

Sem valia, com agonia,

Como um livro que espera ser desvendado

Lido avidamente, com desejo

Emancipando quem do saber  alimenta-se, és assim

 

Puro e simplesmente um livro que ainda procura o autor

Livro desconhecido e profundamente amado, ainda que não escrito

Ouso dizer que é ainda como um primeiro beijo

 

Desconhecido e desejado, traz prazer e medo

Idealizando o que um dia foi, e que não mais será

Trazendo a dualidade no rosto nu

 

Renunciando a morte e de certa forma a vida também

Desvendando das profundezas da alma o transcender cotidiano

Sendo só um homem, ora perdido, ora descoberto
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Instante




 

Sou um ser concomitante: reúno em mim o passado, o presente e o futuro

O tempo que lateja

O tempo é quanto dura um pensamento

O instante é semente viva

Prendi para mim o instante antes que ele morresse

Ele que perpetuamente morre

Quero, dentro desta noite, vida crua e sangrenta

Cheia de saliva

Uma instintiva volúpia daquilo que está escondido

Substrato imprevisível do mal que está dentro de mim

Os passos que ouço são os meus.

Vem do sofrido longe, vem do inferno de amar

Estou sozinha, eu e minha liberdade

Venho do sofrido longe,

Venho do inferno de amar

E agora libertei-me de ti

 

 

 

 

 

domingo, 18 de maio de 2014

Dias..


Os dias passam simplesmente, um após o outro

E eu sei que acordei, basta-me isso.. acordar

Sem acordos comigo ou com os outros, abro os olhos

Simples e nada objetivo, só abro os olhos e sobrevivo a mais um dia

Sem desejos a serem realizados, sem vontades a me permitir

É só um abrir e fechar dos olhos

E os dias seguem, só seguem ..num curso natural,

Café da manhã, trabalho, almoço, trabalho,

Infinitos sorrisos e palavras desconexas

Menos um dia, enfim!

Sinto-me quase feliz por estar sozinha no meu quarto novamente

Posso ficar horas, dias, semanas.. imóvel

Torcendo para que o próximo dia demore muito a chegar ou talvez nem chegue

Sejam azuis ou cinzas, quentes, mornos ou frios  não há diferença, são apenas dias

Pessoas, sejam francas ou hipócritas não há diferença, são apenas pessoas

Vida que segue, dias que seguem para mim sem sabor, sem cheiros, sem sentimentos...

domingo, 27 de abril de 2014


Sensação

Eu tenho aquela sensação de saudade, uma saudade de coisas que não aconteceram.

Não aconteceram por que a vida, o destino ou sei lá o que não permitiram. Mas eu sinto essa saudade de um tempo que eu não sei se conheci.

É uma sensação de não pertencimento a esse tempo presente, como se eu quisesse retornar a aquele presente que já aconteceu e eu não estava lá. Por amor, por desamor, por medo, não sei o que me levou a não estar lá, eu só não estava.

Da vida eu sempre quis o viver, o intenso e forte viver.

Estar aqui não significa viver, algumas pessoas apenas sobrevivem. Eu não quero ser uma delas, eu quero sugar toda a essência da vida e me embriagar dela. Como um ritual para se tomar o absinto em que se incendeia o torrão de açúcar e aguarda-se o seu derretimento até a dissolução e a mistura ao líquido verde translúcido.

Quero ser embriagada pelo bom e pelo ruim que a vida me trouxer, os amores seus dissabores e suas dores, do seu prazer e decepções.

Não quero me sentir excluída dessa vida. Esse sentimento é como um elixir viscoso e amargo que fica na boca e traz a lembrança até do cheiro do que poderia ter sido e vivido e a associação a esse cheiro é o amargo desse elixir.

Acredito que eu seja rara, já que só há uma versão de mim, então como não há outra de mim, eu só quero o exclusivo da vida.

Parafraseando Renato Russo numa música que se chama Longe do meu lado:

...a saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago e essa escravidão e essa dor não quero mais, quando acreditei que tudo era um fato consumado veio a foice e jogou-te longe, longe do meu lado... Não estou mais pronto para lágrimas, eu também sei que dizem que não existe amor errado.. Mas entenda, não quero estar apaixonado.

 

 

 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Mais uma vez... sozinha


                Existem horas em que a melhor coisa do mundo é a solidão. Ficar consigo mesmo é a redenção, para quem já esteve preso a algo impossível, e eu fico pensando de quantos desejos impossíveis é feita a nossa vida. Vidinha. Vida que nasce grandiosa e aos poucos vai se tornando pequena e cheia de mesmices.

Amores imperfeitos, paixões arrebatadoras e doenças da alma, isso faz da nossa  vida uma “vidinha”. Sou a favor da meditação, do silencio profundo, da respiração compassada, do ficar consigo mesmo, da solidão escolhida. Ninguém precisa de ninguém pra ser feliz, somos seres sociais, mas não seres dependentes, a felicidade é feita de fragmentos que aos poucos nos fazem pessoas plenas, cheias de vida, com ambições de mais felicidade sem essa dependência boba que não nos satisfaz. Pensamos em felicidade, como se estivesse sempre no futuro ou no passado, e nos vemos no presente como uma sombra..

Hoje eu estou só, e estou bem comigo mesma. Não quero o tormento da existência que vem  juntar-se a rapidez do tempo, que me inquieta, que  não  me deixa respirar, e se revela atrás de cada um de nós como um cão raivoso. Mas, e se todos os desejos, fossem imediatamente realizados, com que nos preocuparíamos? Acho que com a nossa Liberdade, a liberdade de se deixar ser sozinho...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Onde está voce?


Onde está você? Porque não aqui?

No aconchego, entre as minhas pernas

No meu regalo..

Tens aqui o calor de um corpo que o aceita

 

E a atenção de um ser que te deseja,

És amado, és desejado

Vem para mim, esteja em mim, espera por mim

Dou- te meu regalo, dou-te minha boca

 

Sedenta de você

Vem para mim, me encha com seus sonhos

Deleita-te dos meus

 

Quero ver -me nos teus olhos

Quero sentir-te nos meus

Ama-me

 

 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

eu quero agora..


Eu não sei mais esperar

Esperar o tempo que for preciso

Eu quero agora

Como os dias que se levantam com o nascer sol

 

Eu quero a agitação

Dos dias que tem a urgencia

E não vou seguir  esperando

Até que chegue o dia ou a noite

 

Em que a espera torna-se o agora

Meus olhos não se fecham

Eu quero ver agora

 

Não me satisfaço com a espera

Desse talvez que me atormenta

Imediatista preciso e só quero o que pretendo agora

 

Encontrar-te e ter nas mãos

Olhar-te nos olhos e não ver- te

Mas ver-me em voce

 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O tempo


Meu corpo incógnito te diz

Ouve-me, ouve o silêncio

Eu que venho da dor de viver

Quero a vibração do alegre

Mal existo e se existo é com delicado cuidado

Sou heroicamente livre

Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca.

Quase  livre de meus erros

Eu não o quero mais

Quero  é uma verdade inventada.

Tenho por dom a paixão

O mais inatingível para sempre ou para nunca

Estou atrás do que fica atrás do pensamento

Instantes  de metamorfose

A falta de sentido que tem a veia que pulsa

Numa confusa e orgíaca beleza

Esta minha capacidade de viver

Sou orgânica

Sou implícita

Sou Diana a Caçadora de ouro e só encontro ossos

Estou mal e mal viva.

Quero a experiência de uma falta de sentido

da falta de sentido nascerá um sentido

eu te deixo ser, deixa-me ser então

Eu quero o inconcluso

Lê a energia que está no meu silêncio

Ouve-me, ouve o meu silêncio

Lúcida escuridão, luminosa estupidez.

Entorpecida e dormente como depois do amor

E o tempo é quanto dura um pensamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

E de novo penso..


E se eu te beijasse?

Se te olhasse nos olhos, segurasse suas mãos e tocasse seus lábios com os meus?

Não olhe agora, estou olhando para você

E eu que queria me ver refletida nesses olhos castanhos

Entardece e os céus num azul pálido com nuvens brancas reluzentes contrastam com esses olhos

Como uma prece sem pressa, com começo e fim se finda à tarde.

E de novo penso..

E se eu te beijasse?

Se te olhasse nos olhos, segurasse suas mãos e tocasse seus lábios com os meus?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Gostar


 
 

Eu gosto de você como se gosta do pôr do sol

Vejo nos teus olhos todo o brilho, toda transparência

De um porvir

Agradeço por você existir

 

Sinto sua presença quando penso em você

E mais uma vez, sou grata por sua existência

Como o céu alaranjado de um final de tarde

Vejo você

 

Sua luz irradia alegria, dialético

Sua personalidade forte e sua delicadeza

Faz-me desejar  e

 

Eu desejo a sua felicidade

Eu desejo a sua ternura

Eu desejo sempre gostar de você

 

Não mais


 

 

Habitei em teu ser

Dei a ti o melhor de mim

Fui tua e fiz de ti um ser fugaz

Quis teu riso feliz

Tua satisfação em ser o que você é

Sonhei teus sonhos

Vivi tua vida infame

Fui luz de teus olhos

Coluna para teu corpo

Amparo para seus erros

Fui teu pai

Tua mãe

Tua irmã

Amiga e amante

Fui... Hoje não sou mais

Fui antes, fui quase, hoje sou nunca

E fui só por te amar

 

 

 

Andarta

E eu preferia as frases feitas, pensamentos e devaneios de outros me satisfaziam, já que eu existia pela metade. Criava Quimeras e sofria as mazelas de um amor inventado pela pequenez de um coração que amava não a mim e sim a Vênus que realizava seus desejos.
E eu era a doce criatura numa atmosfera de um rosa-azul cintilante, quando na verdade gritava em minh’alma a voz Criadora, e a atmosfera era de um vermelho intenso e quente como o sangue que corre em minhas veias, essa é a verdadeira face de uma mulher que quis para si todas as flores e suas dores.
Minha voz antes abafada, hoje rasga a garganta num misto de dor e prazer, sou a essência da própria Andarta a deusa da guerra! Sei que estou em guerra contra tudo o que já tive e já fui, sou hoje uma mulher que simplesmente quer! Uma mulher que é! Sou imperativa e minha essência antes apenas doce, agora é picante levemente adocicada...

Sangue

Machuca-me
Corta-me como uma maldita guilhotina afiada
Dolorido como um coração partido
Ilusões num vermelho vivo
Sangue que jorra do meu corpo vivo
Dor lancinante
Estremeço ao me reconhecer tão viva
Dor de viver
Corta a minha carne
Torna-me sangue
Sangue vivo
Sangue quente
Carne morta e ferida aberta

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Toco o silencio


Às vezes sentir-se só é poder tocar o silencio

Sinto-me só, num mar de lembranças, com ondas que vem e vão

Que me trazem e levam os mais puros sentimentos já vividos

Hoje eu só preciso fechar os olhos e sentir...

Lembranças de momentos coloridos e palpáveis, mas sem som

A solidão é a antítese do contentamento, ela nos cobre com um manto frio e desconfortável

Quando o que preciso é calor e proteção

O silencio faz-se presente como algo que posso sentir e tocar

Como num filme mudo, posso ver o carinho, mas não posso ouvi-lo

Sinto-me só, sinto congelar minhas entranhas

Sinto.


 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Embriaguez


Encontro-me embriagada pelo vinho e pelo desejo. Quando fecho os olhos, vejo você e sinto a tua boca molhada, contra a minha que só deseja seus lábios, tua língua, teu desejo. Meu corpo torna-se teu e quero dizer teu nome, mas algo me impede. Você não está comigo, é só o meu desejo pulsante. Eu preciso ter você, e como Maquiavel traço estratégias de uma conquista que agora será inevitável, eu preciso senti-lo e como numa cidade conquistada misturar os costumes, miscigenar as raças. Quero que sejamos um só, que seja por um instante, mas, que seja. Preciso sentir o calor que emana do seu corpo, quero ouvir as batidas compassadas do teu coração, tuas mãos suadas em minha cintura, teus lábios em meus ouvidos dizendo bobagens e me fazendo ser uma mulher que será apenas uma fêmea em teus braços. Quero o teu suor, a tua libido, o teu sexo e mais... Quero me ver em teus olhos famintos, famintos como os meus que já o tem refletido na alma. Preciso sentir-me tua, sou uma mulher e como tal, tenho sede de sedução.

 

 

Insana


Insana

Hoje a minha loucura grita

Permito-me  a irracionalidade

Arrogante, sem  preocupações

Eu quero o que não é meu e

Eu  só posso o que eu não quero

Sem limites ou ressalvas

Sem pesares

Loucura aguda, tristeza infame

Sacia-me  sem remorsos

 

 

 

 

 

 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Incerto


 
 

Meu coração vacila na escuridão

Nem a realidade me delimita

Numa desarmonia que eu entendo

Preciso de segredos para viver

Sou aos poucos livre como o ato de pensar

Apenas vivo

Denunciando o horror alucinante que a vida é mortal

Quero violentar a realidade móvel

Liberto-me da escravidão da palavra sem medo

Inútil o querer

Pensamento vazio pleno e incerto

Dou-te minha inquieta alegria

Meu lirismo sem vergonha