terça-feira, 28 de abril de 2015

Um janeiro..


Janeiro.. chegou a mim como oxigênio, o próprio ar
Pessoas  simples de se entender arriscam-se em sins ou nãos,
Eu da simplicidade nutria somente a vontade de saber  talvez respirar
Gostava de lembrar que num janeiro, minhas flores nasceram no pensamento e desabrocharam nas palavras,
Que exalaram perfume, que machucaram-me os espinhos, feriram-me lentamente enquanto acariciava-me a alma.
Beijava-me a chuva lascivamente, tocava-me o sol com seus raios, penetrando-me,
Sentia um certo contentamento com o sol, que aquecia e machucava-me, como se fosse alguém de carne e alma.
Ao sol me abri, à chuva deleitei-me,  femea num cio, colhendo o tempo do pensamento.
Com borboletas no estômago.. paixão, intensa e fugaz.
Em tempo de colheita, obscura a mim mesma, sentindo as raízes  arrancadas de mim...
 A dor mas é Janeiro indo embora..