Janeiro.. chegou a mim como oxigênio,
o próprio ar
Pessoas simples de se entender arriscam-se em sins ou
nãos,
Eu da simplicidade nutria somente
a vontade de saber talvez respirar
Gostava de lembrar que num janeiro,
minhas flores nasceram no pensamento e desabrocharam nas palavras,
Que exalaram perfume, que machucaram-me
os espinhos, feriram-me lentamente enquanto acariciava-me a alma.
Beijava-me a chuva lascivamente, tocava-me
o sol com seus raios, penetrando-me,
Sentia um certo contentamento com
o sol, que aquecia e machucava-me, como se fosse alguém de carne e alma.
Ao sol me abri, à chuva
deleitei-me, femea num cio, colhendo o
tempo do pensamento.
Com borboletas no estômago..
paixão, intensa e fugaz.
Em tempo de colheita, obscura a
mim mesma, sentindo as raízes arrancadas
de mim...
A dor mas é Janeiro indo embora..


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