A vida pura que é vivida assim
subitamente, que nos apresenta pessoas e oportunidades únicas, sem ressalvas,
sem planejamento, sem cláusulas pré-estabelecidas a que acontece simplesmente,
parece-me tão mais verdadeira. O bom da vida é a surpresa, o prazer de viver,
de estar dentro do momento, de saber que é único.
Palavras sem promessas entre
olhares famintos e risos tímidos com toques involuntários de corpos contornados
por uma nudez vazia, as vezes revelada pela penumbra. Há um magnetismo, uma visão fragmentada, corremos o risco de sermos esmagados pelo acaso de uma verdade sem
sentido, de um mundo que nos engole e nos proporciona o odor suave e almiscarado
dessa nudez


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