Minha capacidade de viver tem os limites de
possibilidades infinitas
De sonhar com um mundo que jamais verei
De libertar-me da
escravidão da palavra
Posso violentar a vida
Mas lembrar-me com
saudade é como me despedir de novo
Sinto falta de sentido no
pulso que pulsa em mim
Conquisto o mais
profundamente a minha liberdade de sensações
Tudo acaba, mas o que te escrevo continua vivo
E o melhor está nas
entrelinhas
Quero a
lucidez da falta de sentimentos
Tenho medo. O coração acelera. Atinjo o real através do sonho
É como beber do céu em sua
inexistência
Sua ausência de cor e forma
Deixando-me numa embriaguez
suave
Tonta e quase ansiosa, como
se minhas percepções fossem vagos pensamentos
Percebo que o tempo passa
depressa demais e eu...
Não me lembro como eu era
antes de voce

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