sábado, 18 de janeiro de 2014

Antes de voce...


Minha  capacidade de viver tem os limites de possibilidades infinitas

De sonhar com um mundo que jamais verei

De libertar-me da escravidão da palavra

Posso violentar a vida

Mas lembrar-me com saudade é como me despedir de novo

Sinto falta de sentido no pulso que pulsa em mim

Conquisto o mais profundamente a minha liberdade de sensações

Tudo acaba, mas o que te escrevo continua vivo

E o melhor está nas entrelinhas

Quero a lucidez da falta de sentimentos

Tenho medo. O coração acelera. Atinjo o real através do sonho

É como beber do céu em sua inexistência

Sua ausência de cor e forma

Deixando-me numa embriaguez suave

Tonta e quase ansiosa, como se minhas percepções fossem vagos pensamentos

Percebo que o tempo passa depressa demais e eu...

Não me lembro como eu era antes de voce


 

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