Ahh a vida, sempre seguindo. Cíclica.
Amores, paixões, decepções...
Nós nunca estamos totalmente
satisfeitos com ela, sempre estamos querendo mais, e quanto mais corremos atrás
disto ou daquilo mais longe as coisas ficam, já que conseguimos uma coisa e logo
ela passa a ter pouca importância.
Somos instáveis pela nossa
natureza humana, somos falhos e cheios defeitos. Mas também temos nossas
virtudes.
Temos o privilégio de estarmos
aqui vivendo essas nossas desventuras, nos ferimos às vezes, caímos e nos levantamos,
sangramos e cicatrizamos, mesmo que demore anos a fio para fechar essas
feridas. Somos seres teimosos que queremos tudo, mesmo que não caiba em nossos
braços, queremos o querer, somos assim!
Eternizamos momentos felizes,
remoemos as tristezas. Há aqueles que só vão perceber a importância do que
viveram após o seu final e choramos pelos momentos passados e sentimos saudade
de pessoas, cheiros, lembranças que ficaram solitárias pelos nossos
pensamentos.
Somos assim! Vivemos
incessantemente uma espera.
O que me resta senão esperar
Esperar o tempo que for preciso
A vida que corre em círculos
Os dias que se levantam e o por do sol
A noite escura e longa
E o novo o dia e mais um por do sol
E vou esperando
Até que chegue o dia ou a noite
Em que a espera torna-se
prazer
E os olhos antes atentos, agora se fecham
Para olharem por dentro da alma
Que satisfeita na espera sorri e transborda
E a espera valeu por toda solidão e tristeza
E todo sentimento que antes reinava no vazio
Agora encontra alento no peito que arfa no ritmo
E nas batidas do coração sofrido pela espera
De encontrá-lo mais uma vez
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