sábado, 4 de janeiro de 2014

Ahhh, a vida..


Ahh a vida, sempre seguindo. Cíclica. Amores, paixões, decepções...

Nós nunca estamos totalmente satisfeitos com ela, sempre estamos querendo mais, e quanto mais corremos atrás disto ou daquilo mais longe as coisas ficam, já que conseguimos uma coisa e logo ela passa a ter pouca importância.

Somos instáveis pela nossa natureza humana, somos falhos e cheios defeitos. Mas também temos nossas virtudes.

Temos o privilégio de estarmos aqui vivendo essas nossas desventuras, nos ferimos às vezes, caímos e nos levantamos, sangramos e cicatrizamos, mesmo que demore anos a fio para fechar essas feridas. Somos seres teimosos que queremos tudo, mesmo que não caiba em nossos braços, queremos o querer, somos assim!

Eternizamos momentos felizes, remoemos as tristezas. Há aqueles que só vão perceber a importância do que viveram após o seu final e choramos pelos momentos passados e sentimos saudade de pessoas, cheiros, lembranças que ficaram solitárias pelos nossos pensamentos.

Somos assim! Vivemos incessantemente uma espera.


O que me resta senão esperar

Esperar o tempo que for preciso

A vida que corre em círculos

Os dias que se levantam e o por do sol


A noite escura e longa

E o novo o dia e mais um por do sol

E vou esperando

Até que chegue o dia ou a noite


Em que a espera torna-se  prazer

E os olhos antes atentos, agora se fecham

Para olharem por dentro da alma


Que satisfeita na espera sorri e transborda

E a espera valeu por toda solidão e tristeza

E todo sentimento que antes reinava no vazio


Agora encontra alento no peito que arfa no ritmo

E nas batidas do coração sofrido pela espera

De encontrá-lo mais uma vez





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