sábado, 4 de janeiro de 2014

Agora


Agora estou dentro de mim

Sinto-me enclausurada no meu corpo

Não consigo sair de mim

Tenho vontade de me rasgar, sair das minhas entranhas

Minha garganta seca, minha voz , que voz?

Quero ser eu e não estar em mim

Amor e ódio por estar presa

Desejo liberdade, a minha liberdade

Sinto-me escravizada dentro desse mundo artificial

Cansada de frases feitas, de sentimentos prontos

Agora eu quero o veneno, o bálsamo não me realiza

Quero viver o desconexo, o caos da inconstância

Agora somente Agora

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